segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

É hora de mudar?

A vida profissional por vezes consegue ser tremendamente frustrante, mas segundo um artigo colocado no Expresso Emprego (o "boletim de emprego" para os quadros e técnicos superiores), há alguns sinais que indiciam que está na hora de mudar. Estes artigos devem sempre ser lidos com alguma parcimónia, pois nem sempre se aplicam a todos os casos. Aqui fica um pequeno trecho.

Algo vai mal no emprego quando
  1. Você acorda desmotivado para o trabalho e só recupera o bem-estar quando chega a casa
  2. Estar no escritório é um sacrifício
  3. O simples som do telefone a tocar deixa-o de nervos em franja
  4. O único motivo pelo qual trabalha na empresa é o facto de necessitar do salário
  5. Está desmotivado em relação ao que ganha
  6. O relacionamento com os colegas começa a deteriorar-se
  7. As suas perspectivas de crescimento na empresa ou progressão na carreira são quase nulas

Depois de ler isto fiquei ainda mais preocupado, pois cumpro todos os requisitos! No entanto, se formos a pensar com mais cuidado, veremos que a maioria das pessoas empregadas, sobretudo nas grandes cidades, sofrem da maioria destes males.

Isto deve-se sobretudo a uma classe empresarial que ainda está mais vocacionada para o trabalho escravo, estupidificante, que não permite aos colaboradores (nome PC para escravo) pensarem pela sua cabeça e por a sua inteligência ao serviço do bem da empresa.
Se juntarmos isto aos horários vergonhosamente extensos que obrigam a que muitos trabalhem de sol a sol, quase sem contacto com a família, potencia ainda mais este tipo de sentimentos de quase desespero no local de trabalho.

Para quando empresários inteligentes que admitam que os seus colaboradores são realmente uma força viva, inteligente, capaz e que pode ser factor decisivo para potenciar o seu próprio negócio?

Nahhh, isso é para os países seriamente desenvolvidos. Infelizmente em Portugal, são raríssimas as excepções e a tendência do crescimento desta linha de pensamento empresarial não vê sinal de que vá preponderar nos próximos anos ou até nas próximas gerações.

Para isso também é preciso uma mudança de mentalidades do empresário, mas também do trabalhador, que como bom português, usa todos os argumentos para produzir o mínimo possível com o mínimo de esforço. E o pior é que nem se pode dizer que seja uma característica de determinados estratos sociais ou culturais, mas sim uma herança genética que cruza toda a sociedade portuguesa e que não se vislumbra qualquer alteração significativa.

É hora de mudar? De emprego? Talvez sim, talvez não... Agora está definitivamente na hora deste País mudar o rumo para que quem nasça agora tenha esperança de ter um futuro melhor, e não apenas ser mais um energúmeno burocrata, preguiçoso e cheio de esquema que enferma e tolhe todos os estratos da sociedade Portuguesa.

Pense nisso... Pense bem nisso!! E comece já a agir, no dia-a-dia, tentando ser mais competente, solícito e exigente consigo próprio e com os outros!!

3 comentários:

aqui disse...

..."a Gestão não é uma ciência nem uma técnica, é um conjunto de factores que se relaciona no tempo com empenho e combinação, demonstrando cada vez mais; uma noção globalizante e fluída."...

..."espero, muito sinceramente que este facto, se expresse na forma de pensar, de falar, de maneira a que esta não se torne hegemónica, não levando a um palavreado inútil e ao formalismo oco, que tem efeito de acentuar a ruptura no terreno com aqueles que são dirigidos, como tem sido apanágio em passados recentes."...

Lembras-te?

Gestores continuam a pensar de forma leviana!

Hugo Rodrigues disse...

"Para os gestores é éticamente correcto explorar os colaboradores até ao Tutâno"

É uma frase muito conhecida de quem exige mas também dá contrapartidas.

Não é porém conhecida de quem por ignorância o faz na realidade com vista à criação de valor através da destruição emocional e existêncial.

Um individuo motivado vale por dez(ou mais), é esta a margem que determina a sua verdadeira capacidade.

Anónimo disse...

Pessoal.
Vamos oferecer um livro a esses gestores.

Chama-se GESTÃO PARA TÓTÓS.

Numa livraria perto de sí