quarta-feira, 7 de maio de 2008

Petição Contra o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Petição Contra o Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Não sou a favor nem contra, porque sinceramente ainda não consegui que alguém desapaixonadamente me explicasse quais vão ser as alterações com impacto no meu dia-a-dia e no dos meus descendentes. Até porque actualmente, já vivo embrulhado num acordo ortográfico luso-brasileiro por razões matrimoniais!!

Mas aqui fica para quem é obtusamente contra e acha que vamos perder a Soberania Nacional por assinarmos este acordo.

4 comentários:

aqui disse...

Quando se fala em acordo ortográfico, a única coisa que me ocorre de tão pegada cretinice, é mania execrável de se tornar as coisas à escala global, uma identidade cultural de um País espelha-se na História, sendo uma das referências mais notória a "língua".
Não quero os nossos Lusíadas ou outra obra literária,adulterados sobre qualquer forma ou protexto!

Alfredo Quintas

Orlando disse...

Meu caro, não se trata de perder a soberania. Trata-se de respeito por nós próprios. Vc não sente respeito por si e pelos seus?

Vitor M disse...

Caro Orlando, obviamente que respeito as minhas origens, mas considero que tudo o que tenho lido, ouvido e visto sobre este tema é demasiado apaixonado, para poder tomar uma posição realmente consciente e racional.
Na grande maioria dos casos, as opiniões estão a transformar-se numa espécie de Benfica-Porto transatlântico, algo que por respeito à História e Língua comuns, merecia um debate mais sério e informado.
No entanto, pelo pouco que conheço das alterações e da forma como o protocolo foi negociado, estou contra por princípio, pois não terá sido um acordo mas sim uma cedência político-estratégica ao país com maior peso da CPLP.
Com isto nada me move contra o Brasil, apenas não concordo com a metodologia usada neste caso em particular.

Anónimo disse...

Atualmente, o português é a única língua falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais. Com o Acordo Ortográfico, a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos países lusófonos por uma única norma.

A pronúncia, o significado e a sintaxe não sofreriam qualquer alteração. Se substituíram em tempos atrás o "ph" de farmácia, por um "f", que mal tem excluir, por exemplo, uma consoante, cujo o som sequer é reproduzido na fala? Isso apenas dificulta o aprendizado da língua, inclusive para os nativos.

O Brasil está em vias de integrar o Conselho de Segurança da ONU. Creio que isso ajudaria a fortalecer ainda mais a língua portuguesa, pois tal país representa sozinho cerca de 183,9 milhões de falantes dessa língua, o que corresponde a uma massa crítica capaz de produzir conhecimentos e a sua expressão em português.

Ao contrário do que convém a Portugal, o Brasil não tem razões para querer defender a sua variante, mas se assim o fizer, poderá condenar, a longo prazo, o português europeu à extinção, pelo menos é o que tem acontecido com a história de muitas línguas.

Em 1910, Portugal fez alterações em sua grafia sem acordo com o Brasil. Se a política lingüística do Português não for pensada em conjunto com os dois países, o Português do Brasil, devido a sua simplicidade na pronúncia, ortografia e sintaxe, poderá ter mais expressividade no mundo globalizado em que vimemos.