sábado, 9 de dezembro de 2006

Natal é quando o Homem quiser

Gostava de saber quem foi que inventou esta frase tão idílica quanto anacrónica!

É verdade que o Natal pode ser quando qualquer um de nós se sentir com vontade de ser benemérito, mas sobretudo hoje em dia o Natal é mais uma fúria de consumismo, em que as empresas/lojistas tentam esmifrar mais uns euros aos desgraçados que lá tem que comprar qualquer coisa para compensar a falta de atenção que prestaram aos seus durante o resto do ano.

O pior é que a ver pelo estado completamente superlotado dos centros comerciais e afins desta cidade, parece que há mesmo muita gente com um sentimento de culpa acima do normal!! De onde vem tanta gente? Nascem dos buracos e trazem milhares de pequenos seres que gritam, correm e obrigam os desgraçados dos pais a perder ainda mais a pouca paciência que uma semana de trabalho tratou de rebentar!

Olhem para a cara dos pais e dos avós ou familiares que tem que aturar o puto aos berros a exigir o Action-Men, o Noddy ou outro produto qualquer anunciado pela trilionésima vez na TV nas últimas semanas. O sorriso é para disfarçar o desespero, a vontade de lhes dar uns tabefes para ver se aquela boquinha se cala! Claro que isso agora é politicamente incorrecto, e por isso temos agora tantos adolescentes e futuros adultos que são completamente boçais, arrogantes e que demonstram total desrespeito pelo próximo!

Mas voltando à estória do Natal, realmente podia ser quando o Homem quisesse... Aliás podia ser todos os dias, para ver se os coitadinhos dos comerciantes ganhavam mais uns trocados, para ver se as lojas tinham uns produtos interessantes todo o ano e não apenas durante 2 semanas, para ver a solidariedade a acontecer 365 dias por ano e não apenas na Consoada. Mas assim as novas Igrejas dos Suburbanos, conhecida por Centro Comercial ficavam sempre cheias todos os dias do ano!! CREDO!!!

Deixem lá ficar o Natal no dia 25 de Dezembro, que queremos Paz e Sossego na nossa carteira pelo menos durante 330 dias no ano! E dêem atenção aos entes queridos todo o ano, para não terem que os pseudo-compensar com prendas de duvidosa utilidade.

Pense nisso, e o Natal (o verdadeiro Natal, da Solidariedade e do Amor) será mesmo quando qualquer um de nós quiser!!

Feliz Natal!

1 comentário:

aqui disse...

Os ciclos repetem-se, as pessoas não se apercebem que a solidariedade não se compra! Sermos acometidos pelo deslumbramento, causa o grave risco de atrofiamento generalizado, porque é que seguimos uns atrás dos outros?