Mostrar mensagens com a etiqueta futuro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta futuro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Teoria do Caos

Com as férias aí, estamos todos a pensar na praia, no descanso, na boa vida. Mas insistem em matraquear-nos com más noticias, como se repentinamente estivéssemos a entrar num período de puro caos.
O pessimismo crónico dos portugueses é reconhecido mundialmente, mas ultimamente temo-nos esmerado para nos tornarmos campeões mundiais do pessimismo. Para tal continua a surgir em catadupa noticias de corrupção, desaires vários, problemas económico-financeiros, desgraças várias e uma sede cada vez mais voraz por más noticias que simultaneamente alimentam o nosso pessimismo, mas também tornam os portugueses cada dia mais conformados com a sua (má) sorte.Como se fosse uma inevitabilidade que este País, esta sociedade não tem cura, está podre e nem daqui a 10 gerações vai mudar.
Pessoalmente considero que uma das razões de fundo da situação actual tem a ver com a qualidade da educação nos últimos 30 anos (e não estou a referir-me apenas ao ensino escolar, mas tudo o que tem a ver com a preparação dos jovens para a vida futura). Agora é essa geração (a chamada geração rasca) que está à frente ou que vai gradualmente tomando conta dos destinos do nosso País, quer ao nível politico, empresarial, social, etc.
O que se tem vindo a ver é uma degradação gradual de todos os valores que tornam a sociedade cada dia mais amorfa, suja, porca, corrupta, indiferente.E agora para juntar a tudo isto, uma sociedade que finalmente se apercebe que tem vivido nestes últimos 20 anos muito acima das suas posses, e que agora está prestes a levar um tratamento de choque.
Não sei até onde esta onda de pessimismo vai chegar, e como pode ser contrariada, mas suspeito que pode vir a trazer muitas mudanças de comportamentos, e sobretudo seria óptimo que servisse para tornar-nos melhores como sociedade, para apostarmos na qualidade, na melhoria do desempenho, na solidariedade, em valores humanísticos que cada dia estão mais ausentes de todo o nosso dia-a-dia.
Como País actualmente merecemos o buraco em que estamos metidos e continuamos diariamente a cavar, e o pior é que continuamos a criar descendência no mesmo clima laxista e vazio que tem sido norma nos últimos anos. Eu gostava de saber como contrariar, como fazer parte de uma vaga de fundo para melhorar a sociedade em que me integro, mas confesso que tal como a grande maioria, não vejo nenhuma saída a não ser algo brutalmente disruptivo.

Que o Verão traga algum animo e não apenas calor infernal e milhares na praia! Boa sorte, Portugal e que o Caos nos traga no final algo de bom!

domingo, 23 de março de 2008

A vã arte de dizer nada

Hoje apetece-me a divagar sobre nada, pois nada me move neste momento.

Sei que isto é perfeitamente idiota, mas porque é que tudo na vida tem que ter uma sã motivação?
Escrever apenas porque me apetece, mas não para mudar o mundo, apenas para por neste mundo digital mais um estado de alma, suburbano, sem rumos, mas sempre querendo muito mais!

A incerteza sobre o futuro, faz-me pensar que não sei para onde vamos, que Suburbia vamos deixar aos nossos filhos, netos e demais pessoas que nos rodeiam. Mas, caramba, a não ser que haja um cataclismo cósmico, o futuro continuará, por conceito, cheio de incertezas mas também cheio de esperanças, que também é uma característica muito humana!

Não espero ser tomado muito a sério... Aliás, a ver pela quantidade de visitas, ninguém me leva nada a sério e ainda bem! Mas quero que os que lêem as minhas prosas pensem um pouco, pensem no que a vida pode ainda trazer de prazenteiro, de bom, de esperançoso sobre o que o futuro nos reserva.

Este post nada diz, mas quem sou eu para me colocar como um pensador capaz de mudar o Mundo? Não, apenas faço mudar o meu mundo, mudar o que me rodeia, e esperar que com a minha forma de estar possa influenciar positivamente na busca de um Mundo melhor.

Não sou pretensioso ao ponto de sentir que vou mudar mentalidades, mas quero que respeitem a minha diferença, assim como sempre tentei respeitar as diferenças dos outros, pelo menos dos que me estão mais próximos. Em casa, na família, no trabalho, na rua, tento ser apenas eu.
Não são muitos que conhecem para lá da mascara de suburbano, talvez como mecanismo de defesa contra os que podem usar a minha forma de ver o mundo como uma arma contra mim e contra os que amo.

Os que me deram o privilégio de estarem mais próximos, deram-me também o prazer de os conhecer um pouco melhor, de conhecer os seus anseios, alegrias, tristezas, forças e fraquezas, até a sua mesquinhez ou cinismo. A esses, tenho tendência de quase tudo perdoar, pois não se nega estender a mão a quem é suficientemente sincero para se expor aos outros, mesmo que seja apenas um pouco. Por respeitar tanto esse sentimento de abertura, é que considero que tudo o que me é dito faz parte de um elo de confiança que tudo devo fazer para não ser quebrado.

Por isso, a todos os que conheço e conheci, obrigado por enriquecerem a minha forma de ver o mundo. Sem isso, a Suburbia seria apenas uma definição milenar da arte de dizer nada, pois seria vazia, sem sentido. A Suburbia são os locais, os ambientes, mas são sobretudo as pessoas.