Este é um espaço sem complexos para reflectir sobre as misérias e alegrias de quem vive no subúrbio de grandes cidades, como é Lisboa - Portugal.
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terça-feira, 22 de junho de 2010
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Sintomas de Stress
Este pequeno excerto sobre alguns dos sintomas de stress associados a um caso real, conduziu-me a comparações com algumas das pessoas que conheço. Enumerado desta forma analítica, torna-se ainda mais gritante o quanto o stress afecta a nossa qualidade de vida, e que na Suburbia é por vezes levado ao extremo.
Chamemos Nelson à pessoa associada a este caso real, um director de informática. Uma análise das origens e causas do seu estado de stress indicaram as seguintes conclusões:
No entanto, para quem trabalha no sector das tecnologias de informação, há aqui padrões de comportamento que são facilmente identificáveis nas pessoas que nos rodeiam. São sinais de alerta para introduzir alguma mudança na vida dessas pessoas, ou acabarão por se auto-destruir.
Obviamente que estes problemas não são exclusivos das tecnologias de informação, nem sequer da Suburbia, mas o estilo de vida que vivemos potencia estes factores de risco.
E sabem qual é o conselho numero 1 que esta senhora dá aos seus pacientes? Analisem o vosso dia quer do ponto de vista das acções e pensamentos e registem-no por escrito. Possivelmente serão confrontados com algo que subsconscientemente relegavam para último plano.
Se se revê nem que seja um pouco neste caso talvez um pouco extremo, então pare um pouco para analisar o seu próprio caso e veja o que pode fazer por si.
Chamemos Nelson à pessoa associada a este caso real, um director de informática. Uma análise das origens e causas do seu estado de stress indicaram as seguintes conclusões:
- O stress não era causado pelas condições em que o trabalho de Nelson era desenvolvido, mas pelos medos irracionais que ele sentia.
- A origem dos seus medos estava nas frases distorcidas que ocupavam constantemente a sua mente.
- Os pensamentos mais nocivos davam origem a estas frases e que ele repetia constantemente, eram pensamentos catastrofistas, do tipo: "Esta aplicação foi abaixo; embora pareça um pequeno problema, na realidade vai ser impossível resolvê-lo nos próximos dias, as consequências serão terríveis, o sistema estará parado e isso provoca uma catástrofe; todos me apontarão como responsável e o meu chefe dar-se-á conta de que sou um incompetente e acabarão por contratar um serviço externo de informática e eu irei para a rua..."
- Apesar de tudo correr bastante bem no trabalho, e de a realidade demonstrar dia a dia que esses pensamentos eram irracionais, Nelson não conseguia tranquilizar-se e sentia-se permanentemente em perigo.
- No trabalho, Nelson era incapaz de definir prioridades e, muitas vezes, de delegar tarefas nos outros, pelo que se encarregava desnecessariamente de trabalho extra.
- Custava-lhe muito dizer NÃO. Sentia que devia agradar a toda a gente. Muitas vezes, ele próprio aumentava mais a carga de trabalho ao sugerir que poderiam fazer algumas adaptações que não estavam previstas.
- Em vez de dedicar o seu tempo a dirigir, coordenar a sua equipa e a estabelecer as prioridades de trabalho, frequentemente trabalhava no terreno e assumia também funções de técnico. No fim, esta prática tinha as suas consequências: como não podia deixar de desempenhar as suas funções como membro directivo, prolongava todos os dias o seu horário laboral numa média de 3 horas, acabando literalmente "abatido".
- O sobreesforço que realizava também tinha consequências em casa. Chegava sempre com o ânimo de rastos e, em vez de pôr a hipótese de alterar a sua forma de encarar o trabalho, deixava-se invadir novamente por ideias irracionais, que o levavam a um beco sem saída. Em várias ocasiões, tinha afirmado à mulher que na realidade não deveria ter casado e que tinha sido um erro ter filhos.
- Durante a noite continuava a alimentar pensamentos irracionais, que lhe provocavam um stress constante. Como não conseguia "desligar", passadas as primeiras 2 ou 3 horas de sono despertava e estava o resto da noite numa espécie de vigília, facto que fazia com que na manhã seguinte acordasse esgotado e... tudo recomeçava!
No entanto, para quem trabalha no sector das tecnologias de informação, há aqui padrões de comportamento que são facilmente identificáveis nas pessoas que nos rodeiam. São sinais de alerta para introduzir alguma mudança na vida dessas pessoas, ou acabarão por se auto-destruir.
Obviamente que estes problemas não são exclusivos das tecnologias de informação, nem sequer da Suburbia, mas o estilo de vida que vivemos potencia estes factores de risco.
E sabem qual é o conselho numero 1 que esta senhora dá aos seus pacientes? Analisem o vosso dia quer do ponto de vista das acções e pensamentos e registem-no por escrito. Possivelmente serão confrontados com algo que subsconscientemente relegavam para último plano.
Se se revê nem que seja um pouco neste caso talvez um pouco extremo, então pare um pouco para analisar o seu próprio caso e veja o que pode fazer por si.
domingo, 10 de agosto de 2008
Anedota ? Triste Realidade...
ANEDOTA em que se transformou o nosso País:
- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
- Um jovem de 18 anos recebe 200 Euros do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 Euros depois de toda uma vida do trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já
estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.
E agora?! Sim eu sei, vais voltar a olhar para o teu umbigo e dizer que tudo está bem, ou se disseres que está mal.. que pensas fazer em relação a isto?!
Deixar que os outros resolvam por ti?! Então mereces tudo isto em dobro.
Mexe-te, grita, mostra a tua indignação e luta, ou em breve poderás ser tu e os teus dentro destas estatísticas e o teu vizinho fará como tu. Olhará para o lado.
- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
- Um jovem de 18 anos recebe 200 Euros do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 Euros depois de toda uma vida do trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já
estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.
E agora?! Sim eu sei, vais voltar a olhar para o teu umbigo e dizer que tudo está bem, ou se disseres que está mal.. que pensas fazer em relação a isto?!
Deixar que os outros resolvam por ti?! Então mereces tudo isto em dobro.
Mexe-te, grita, mostra a tua indignação e luta, ou em breve poderás ser tu e os teus dentro destas estatísticas e o teu vizinho fará como tu. Olhará para o lado.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Como os tempos mudam...
Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.Se pensarem bem, quem já passou dos 30, como eu, vê que este texto apesar de satírico, não anda assim tão longe da realidade. Ao tanto querermos proteger os nossos filhos, estamos a formar gerações de gente amorfa, laxista, sem valores nem princípios, de pequenos reizinhos que não sabem o que são limites.
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.
Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.
Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.
Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.
Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio.
Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a
averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.
Situação: Disciplina escolar
Ano 1978: Fazias uma asneira na sala de aula. O professor espetava duas lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.
Situação: Chega o Outono
Ano 1978: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. Não se passa nada.
Ano 2008: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.
Ou será que já de nada vale a máxima "A minha liberdade termina onde começa a do vizinho"?
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Feliz Ano de 2008
Neste dia é sempre altura para recordar o que se passou em todo o ano que passou, e fazer votos para o novo ano. Não posso fugir à regra, mas com a certeza que, na prática, não é neste dia que tudo vai mudar.
A Suburbia tem destas coisas, pois num dia de alegria, se formos a analisar bem a realidade em que vivemos, poucos são os motivos para comemorar, excepto comemorar porque estamos vivos (e já não é assim tão pouco). A realidade que nos rodeia não é a melhor pois estamos objectivamente mais pobres, com pior qualidade de vida, mais soturnos, menos confiantes nos dias que aí vêm! Não é propriamente o espírito ideal para um novo Ano, mas a realidade a isso obriga.
2008 será mais um ano louco, em que apesar de ter 366 dias, parece que todos vão voar ainda mais rápido que os deste ano. A loucura dos dias é cada dia maior, a velocidade a que vivemos é cada dia maior, e mesmo sem que nos apercebamos disso, caminhamos cada vez mais rapidamente para uma espécie de auto-destruição, onde viver se torna cada vez mais difícil, apesar de termos cada vez mais meios para podermos aguentar esta vida da Suburbia.
No entanto, a Suburbia exige cada vez mais de nós: temos que ser excelentes profissionais, óptimos pais, parceiros inteligentes, maridos/mulheres dedicados e ao mesmo tempo atenciosos, quando o tempo já quase não chega para o mais básico (viver, comer e dormir)... Onde é que isto nos vai conduzir?
2008 nesta loucura não vai trazer nada de novo, pois este caminho é inexorável e parece que nada nem ninguém consegue mudar esta voragem do tempo, que tudo consome e que destrói aos poucos a Humanidade. Será que é este ano que como sociedade vamos começar a pensar que está na altura de repensar um pouco o nosso modo de vida? Que iremos repensar a forma como desenhamos estes grandes campos de cultivo de humanos a que designamos de cidades, e a forma como elas afectam toda a nossa vida?
Será que é neste ano de 2008 que a Suburbia vai começar a viver mais à nossa medida e não nós que nos subjugamos à sua força? Infelizmente não me parece, pois como humanos que somos, logo razoavelmente acomodados face à mudança, temos que ter um motivo muito forte para mudar. Ora esses motivos à escala de uma sociedade, só acontece com eventos disruptivos (revoluções, catástrofes naturais ou outras, pandemias, etc).
No entanto, faço votos para que as gentes da nossa Suburbia sejam mais interventivos e que lutem para mudar a realidade em que vivemos para melhor. Que não sejamos tão permissivos face a tanto abandono e desleixo por parte de quem tem responsabilidade de gerir os nossos espaços, de nos governar.
Se já fomos um povo de conquistadores, porque agora somos um povo de lesmas amorfas, que só se interessam com o final da novela da TVI ou o resultado do jogo do Benfica? Que 2008 traga a felicidade, mas também as rupturas para que finalmente possamos todos dizer que estamos a viver melhor. Tentarei fazer a minha parte, mas tal só servirá para algo, se esta mole de Suburbanos que tem contribuído para este estado de coisas começar a agitar as aguas.
Que o ano de 2008 seja um ano para recordar para todos, sobretudo pelos melhores motivos pessoais, profissionais, geracionais. Sejamos todos bem vindos ao Futuro. Feliz Ano de 2008 para todos!
A Suburbia tem destas coisas, pois num dia de alegria, se formos a analisar bem a realidade em que vivemos, poucos são os motivos para comemorar, excepto comemorar porque estamos vivos (e já não é assim tão pouco). A realidade que nos rodeia não é a melhor pois estamos objectivamente mais pobres, com pior qualidade de vida, mais soturnos, menos confiantes nos dias que aí vêm! Não é propriamente o espírito ideal para um novo Ano, mas a realidade a isso obriga.
2008 será mais um ano louco, em que apesar de ter 366 dias, parece que todos vão voar ainda mais rápido que os deste ano. A loucura dos dias é cada dia maior, a velocidade a que vivemos é cada dia maior, e mesmo sem que nos apercebamos disso, caminhamos cada vez mais rapidamente para uma espécie de auto-destruição, onde viver se torna cada vez mais difícil, apesar de termos cada vez mais meios para podermos aguentar esta vida da Suburbia.
No entanto, a Suburbia exige cada vez mais de nós: temos que ser excelentes profissionais, óptimos pais, parceiros inteligentes, maridos/mulheres dedicados e ao mesmo tempo atenciosos, quando o tempo já quase não chega para o mais básico (viver, comer e dormir)... Onde é que isto nos vai conduzir?
2008 nesta loucura não vai trazer nada de novo, pois este caminho é inexorável e parece que nada nem ninguém consegue mudar esta voragem do tempo, que tudo consome e que destrói aos poucos a Humanidade. Será que é este ano que como sociedade vamos começar a pensar que está na altura de repensar um pouco o nosso modo de vida? Que iremos repensar a forma como desenhamos estes grandes campos de cultivo de humanos a que designamos de cidades, e a forma como elas afectam toda a nossa vida?
Será que é neste ano de 2008 que a Suburbia vai começar a viver mais à nossa medida e não nós que nos subjugamos à sua força? Infelizmente não me parece, pois como humanos que somos, logo razoavelmente acomodados face à mudança, temos que ter um motivo muito forte para mudar. Ora esses motivos à escala de uma sociedade, só acontece com eventos disruptivos (revoluções, catástrofes naturais ou outras, pandemias, etc).
No entanto, faço votos para que as gentes da nossa Suburbia sejam mais interventivos e que lutem para mudar a realidade em que vivemos para melhor. Que não sejamos tão permissivos face a tanto abandono e desleixo por parte de quem tem responsabilidade de gerir os nossos espaços, de nos governar.
Se já fomos um povo de conquistadores, porque agora somos um povo de lesmas amorfas, que só se interessam com o final da novela da TVI ou o resultado do jogo do Benfica? Que 2008 traga a felicidade, mas também as rupturas para que finalmente possamos todos dizer que estamos a viver melhor. Tentarei fazer a minha parte, mas tal só servirá para algo, se esta mole de Suburbanos que tem contribuído para este estado de coisas começar a agitar as aguas.
Que o ano de 2008 seja um ano para recordar para todos, sobretudo pelos melhores motivos pessoais, profissionais, geracionais. Sejamos todos bem vindos ao Futuro. Feliz Ano de 2008 para todos!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Self-Destructive Mode?
A vida prega-nos destas partidas, em que nos deixamos iludir por falsas seguranças, por zonas de conforto das quais não queremos sair. Pois bem, a Vida na sua infinita sabedoria, encarrega-se de nos demonstrar que nada é seguro, seja onde for.
Nesta época de pretensa alegria, convívio com a família, mas também de reflexão, há momentos em que olho para o meu legado na Suburbia e vejo que apenas sobra aridez, dias banais, sem que o meu testemunho tenha servido para mudar um pouco o mundo.
Talvez por isso, este blog esteja igualmente árido, desconexo, enfadonho ou até deprimente. Afinal acaba por ser à minha imagem, à imagem da minha visão do mundo.
Será que ela interessa a mais alguém senão a mim próprio? Talvez sim. talvez não. Já me passou pela cabeça terminar com esta aventura na blogosfera, elimina-la até, para não ser apenas mais um com ideias banais.
Mas caramba... Se há tantos que escrevem por tudo, por nada, sobre tudo e sobre nada, por que é que eu não posso também deixar os meus bytes?
Vejo o mundo à minha volta a desfazer-se em várias vertentes a que dou muita importância e contribuem para o meu equilíbrio. Isso inevitavelmente transpõe-se para o meu comportamento, para a forma como todos os temas sobre os quais pretendo escrever acabam por ter uma componente destrutiva, depressiva, desgostosa. A Suburbia não é apenas isso, mas contribui para o estado de espírito. Só espero que este "Self-Destructive Mode" não seja a forma que encontrei para lidar com a mudança, pois ainda vai tornar a vida na Suburbia muito mais difícil de suportar.
Venha 2008, para que na ilusão de um novo Ano, venha a pretensão de novas alegrias, novos desafios, e também contribua para a mudança de objectivos e quem sabe de realidades, pois a actual em algumas vertentes, está tristemente doente, quando já foi radiosa e até invejada.
Nesta época de pretensa alegria, convívio com a família, mas também de reflexão, há momentos em que olho para o meu legado na Suburbia e vejo que apenas sobra aridez, dias banais, sem que o meu testemunho tenha servido para mudar um pouco o mundo.
Talvez por isso, este blog esteja igualmente árido, desconexo, enfadonho ou até deprimente. Afinal acaba por ser à minha imagem, à imagem da minha visão do mundo.
Será que ela interessa a mais alguém senão a mim próprio? Talvez sim. talvez não. Já me passou pela cabeça terminar com esta aventura na blogosfera, elimina-la até, para não ser apenas mais um com ideias banais.
Mas caramba... Se há tantos que escrevem por tudo, por nada, sobre tudo e sobre nada, por que é que eu não posso também deixar os meus bytes?
Vejo o mundo à minha volta a desfazer-se em várias vertentes a que dou muita importância e contribuem para o meu equilíbrio. Isso inevitavelmente transpõe-se para o meu comportamento, para a forma como todos os temas sobre os quais pretendo escrever acabam por ter uma componente destrutiva, depressiva, desgostosa. A Suburbia não é apenas isso, mas contribui para o estado de espírito. Só espero que este "Self-Destructive Mode" não seja a forma que encontrei para lidar com a mudança, pois ainda vai tornar a vida na Suburbia muito mais difícil de suportar.
Venha 2008, para que na ilusão de um novo Ano, venha a pretensão de novas alegrias, novos desafios, e também contribua para a mudança de objectivos e quem sabe de realidades, pois a actual em algumas vertentes, está tristemente doente, quando já foi radiosa e até invejada.
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