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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Conselhos para pais que nunca tem tempo para nada...

Lux - Cuidar de si - há vida para além dos filhos

Educar dá trabalho. Exige amor, diversão, saber comunicar e saber agir. Exige também coerência entre o que dizemos e o que fazemos para que possamos servir de modelo para os nossos filhos. Exige ainda consistência (e alguma flexibilidade) ao longo dos dias. E muita paciência, às vezes de santo. Mas para além de tudo isto, e para quem habitualmente quer as coisas resolvidas para ontem, exige tempo. Em quantidade e em qualidade. É por isso uma tarefa que nos consome, mas ao mesmo tempo uma das mais estimulantes e enriquecedoras que podemos ter na vida.

No entanto, viver unicamente para os filhos não é nem razoável nem conveniente. Pai e mãe devem ter vida própria e não se transformarem em escravos das crianças. Antes de serem pais, são seres humanos, homem e mulher, com os seus desejos, necessidades e ambições.

Os filhos devem ser algo de muito bom nas nossas vidas, mas não o centro delas. Pais e mães que vivem em função dos seus filhos acabam por perder discernimento e não ser capazes de relativizar qualquer acontecimento que envolva as crianças. Para eles, tudo o que diz respeito aos filhos é de extrema importância, procurando não deixar nada ao acaso. Esta atitude pode causar grande ansiedade nos pais e não menos nos filhos.

Algumas crianças, mais passivas, quando se apercebem do seu papel central na vida dos pais, ficam sob grande tensão e procuram, por todos os meios, nunca os desiludir, vivendo constantemente na ansiedade de serem os melhores filhos aos olhos dos seus pais e não permitindo a si mesmos qualquer erro, nessa busca da perfeição, que não existe.

Outras crianças, mais activas, poderão usar essa atitude dos pais a seu favor, vivendo num clima de constante desafio aos limites que lhe são impostos, para perceberem até onde podem ir os pais na dependência em relação a si.

Por tudo isto, pai e mãe devem manter a sua vontade de desenvolvimento pessoal, os seus hobbies e a sua vida social, incluindo as saídas com amigos para jantar fora ou uma ida nocturna ao cinema. E é bom que continuem a olhar um para o outro, como homem e mulher que se amam e que pretendem partilhar a vida em conjunto. Não apenas os filhos, mas a vida.

Desta forma devem procurar tempo para si mesmos, enquanto casal, todos os dias, ao serão, ou passar um fim-de-semana a sós, de quando em vez.

Muitos casais anulam-se com a chegada do primeiro ou do segundo filho. As crianças passam a ser o centro das atenções, tudo é feito em função delas e a sua vida pessoal, social e como casal simplesmente deixa de existir. As crianças dormem no quarto dos pais até terem vários anos de vida, as refeições são um tormento a não ser que incluam os alimentos de que gostam, os fins-de-semana e as férias são programados tendo em conta apenas os interesses das crianças...

Dificilmente estes pais se sentirão realizados como pessoas e esse sentimento, mais cedo ou mais tarde, vai ser percebido pelos filhos.

Pelo contrário, pais que cuidam de si e da sua relação, para além de serem mais felizes e emocionalmente mais estáveis, educam melhor os seus filhos e servem de modelo de felicidade para as crianças. Dessa forma ensinam-lhes que a vida tem muitos componentes (e eles, filhos, são sem dúvida um dos mais importantes) e que a todos devemos dar valor para sermos verdadeiramente felizes e nos sentirmos realizados.

Os seus filhos também precisam de espaço e tempo só para eles e vão até agradecer-lhe que, por momentos, não esteja sempre a preocupar-se com eles. Pais realizados e com auto-estima transmitem isso mesmo aos seus filhos.
 Por Paulo Oom, pediatra - Revista Lux

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Toca a votar!!

O bebé tá quase a nascer por isso, continuem a votar para ver quem vai ganhar!!
A sondagem fica aberta até as 00h00 de dia 14/Out, só porque ele ainda não quis nascer ....

sábado, 9 de dezembro de 2006

Natal é quando o Homem quiser

Gostava de saber quem foi que inventou esta frase tão idílica quanto anacrónica!

É verdade que o Natal pode ser quando qualquer um de nós se sentir com vontade de ser benemérito, mas sobretudo hoje em dia o Natal é mais uma fúria de consumismo, em que as empresas/lojistas tentam esmifrar mais uns euros aos desgraçados que lá tem que comprar qualquer coisa para compensar a falta de atenção que prestaram aos seus durante o resto do ano.

O pior é que a ver pelo estado completamente superlotado dos centros comerciais e afins desta cidade, parece que há mesmo muita gente com um sentimento de culpa acima do normal!! De onde vem tanta gente? Nascem dos buracos e trazem milhares de pequenos seres que gritam, correm e obrigam os desgraçados dos pais a perder ainda mais a pouca paciência que uma semana de trabalho tratou de rebentar!

Olhem para a cara dos pais e dos avós ou familiares que tem que aturar o puto aos berros a exigir o Action-Men, o Noddy ou outro produto qualquer anunciado pela trilionésima vez na TV nas últimas semanas. O sorriso é para disfarçar o desespero, a vontade de lhes dar uns tabefes para ver se aquela boquinha se cala! Claro que isso agora é politicamente incorrecto, e por isso temos agora tantos adolescentes e futuros adultos que são completamente boçais, arrogantes e que demonstram total desrespeito pelo próximo!

Mas voltando à estória do Natal, realmente podia ser quando o Homem quisesse... Aliás podia ser todos os dias, para ver se os coitadinhos dos comerciantes ganhavam mais uns trocados, para ver se as lojas tinham uns produtos interessantes todo o ano e não apenas durante 2 semanas, para ver a solidariedade a acontecer 365 dias por ano e não apenas na Consoada. Mas assim as novas Igrejas dos Suburbanos, conhecida por Centro Comercial ficavam sempre cheias todos os dias do ano!! CREDO!!!

Deixem lá ficar o Natal no dia 25 de Dezembro, que queremos Paz e Sossego na nossa carteira pelo menos durante 330 dias no ano! E dêem atenção aos entes queridos todo o ano, para não terem que os pseudo-compensar com prendas de duvidosa utilidade.

Pense nisso, e o Natal (o verdadeiro Natal, da Solidariedade e do Amor) será mesmo quando qualquer um de nós quiser!!

Feliz Natal!